terça-feira, agosto 16, 2005

Bill Brandt

esperando sem esperar ficou ali
fumando o cigarro do tempo dessa espera
o vento o sal do mar arredondaram o corpo
que era aresta até então

adoçou os contornos e esperou
esperou o nada sem perder de vista
que algo pode surgir da imensidão
que é o vento que se alastra e cerca e ruge

"no ar. no ar. no ar. morrer no ar!"

mas ficou uma pedra, em sua esteira.
mais uma rocha firme a deslumbrar
quem por ela passe e até sentar-se queira.

"ah que mãos de moldar tens vento do sul!"

à sua volta árvores e o de sempre, azul.

7 palpites:

Blogger ognid piou...

ora que o princípio até nem está mal 8) fico à espera do resto. beijos minha Irmã

16/8/05 1:03 da tarde  
Blogger Caracolinha piou...

adorei a fotografia ... e adoro a frase que tens no perfil ... não esperem nada de mim, prometo não os desapontar !!!!

***** 5 estrelas !!!!

beijinho minha linda ~:o)

16/8/05 1:23 da tarde  
Blogger wind piou...

"À espera de quem já não vem":)bjs

16/8/05 2:04 da tarde  
Blogger Papo-seco piou...

Medusa?

16/8/05 3:30 da tarde  
Blogger Lumife piou...

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

(Cecília Meireles)

17/8/05 12:09 da manhã  
Blogger wind piou...

Lindo poema:) bjs

17/8/05 2:30 da tarde  
Blogger batista filho piou...

Esse poema, pelo menos para mim, que tão bem casou com a imagem, ficaria bem emoldurado com a música "Carolina", de Chico Buarque...

18/8/05 3:20 da manhã  

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