segunda-feira, agosto 15, 2005

choro e bruma


sobre o seu pó, à beira de água, regada ainda por algum choro e bruma muita bruma, poisou uma semente e ali ficou.

- deitem o pó ao vento quando chegar a hora.

os amigos fizeram-lhe a vontade. e a semente gostou, acomodou-se na terra macia como espuma, colchão de vida que ela num outro já, sorriso, preparou.

e de pequena planta rebento indefinido, em árvore, crescendo, se tornou.

- nada se perde, nada!

e a quem passar é permitido, se for gente de olhar com atenção, num dia de magia e bruma todo feito, vê-la falar com as esguias mãos. compridos braços abertos a inúmeros apertados abraços mas apoiados num tronco forte com raízes no chão.

- é minha esta terra e aqui fiquei.

espalha essa voz o vento que assobia entre os ramos do chorão.

à beira de água, na direcção do mar.

7 palpites:

Blogger wind piou...

Linda foto. Estranho: nos ramos vejo figuras de pessoas:) bjs

14/8/05 2:22 da tarde  
Blogger Lumife piou...

Realmente a Wind tem razão. Esta árvore é humana.

Bjs.

15/8/05 1:19 da manhã  
Blogger LUA DE LOBOS piou...

espiritos que se entrelaçam nos ramos...

15/8/05 9:52 da manhã  
Blogger wind piou...

Lindo texto, que dá vida à natureza Mãe, aqui na "pele" de uma árvore:) Que bom que era que houvesse a preservação da Mãe Natureza!beijos

15/8/05 6:49 da tarde  
Blogger Menina_marota piou...

Soberba a união do texto e da imagem... transporta-nos para lá da bruma e do pó quente da terra, em crescente evolução, onde nada se perde, mas tudo se transforma...
Gostei...

Jinhos ;)

15/8/05 10:50 da tarde  
Blogger batista filho piou...

A determinação, expressa no texto, é de arrepiar!

16/8/05 3:35 da manhã  
Blogger Caracolinha piou...

arrepiantes ... a foto e o texto !!!!

beijinho dos meus ~:o)

16/8/05 1:10 da tarde  

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